segunda-feira, agosto 17, 2020

 Certa vez li que “mãe boa é a que se torna desnecessária com o passar dos anos”. 

Quando incentivo Beatriz a aprender línguas, a ser responsável com seu corpo e suas coisas, penso no futuro que viverá sem minha presença. Sem a presença física, pois sei que ao ajudá-la a ser independente ela me levará para a vida com o que aprendeu.

É difícil pensar que ela não me pedirá tantos conselhos. Talvez nenhum mais. Ela fará com seu corpo, com seus talentos e com seus ganhos o que achar melhor. Mas seu corpo, assim como sua vida será sempre, de certa forma, parte de mim. Mas uma parte que, autônoma, não precisará mais de mim. 

Sou eu que primeiro preciso amadurecer, "adultizar", para deixá-la ser. Ainda não sou. Não nasci mãe. Estou em formação.